domingo, 2 de novembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Logo ali… Décimas.
Numa nuvem
passageira
Chegou ali o
sorriso
Tal como a
vez primeira
Muita parra
e pouco siso.
Com o que
ontem me cruzei
Vejam bem a
confusão
Outros tempos,
longe vão
Alguns sonhos
que guardei.
Nem tudo o
que luze é grei
Muito menos agonia
Pode até ser
fobia
Ou então dor
de barriga.
Assomou-se
uma cantiga
Numa nuvem
passageira.
Logo ali eu
me lembrei
De pedir
para cantar
Uma trova de
embalar
Noite dentro,
mas calei.
Apalermada fiquei
Com a
estranha aparição
Dia claro o
coração
Do peito
quis saltar
Foi um salto
até rimar.
Chegou ali o
sorriso…
No seu
passar emproado
Um tremor
deixou escapar
Crua ânsia o
enganar
De um olhar
enevoado
Ai jesus mas
que estouvado
É este
estranho rimar.
Maria toca a
calar
Não teças
sem ter agulhas
Repara no
céu as faúlhas
Tal como na
vez primeira…
Estranha noite
de luar
A catar
assombrações
Corujas e
alguns pavões
Estranhas estórias
de encantar.
Do que eu me
fui lembrar
Por entre o
sol encoberto
Talvez por
estar tão perto
A ladainha
teimou
Mas logo ali
se assomou
Muita parra
e pouco siso…
Por vezes...
O roer e o
morder andam paredes meias
O olvido e o
sentido, assim como o rugido
São parentes
na fonética, tal como sangue nas veias,
Ninhos de abelhas colmeias se assemelham em
estalido.
Por vezes
perde o sentido uma melodia airosa
Fica pedante
caprichosa, ou então a confusão
Que empurra
na ladeira teia inútil e viscosa.
Escorrega,
trambolhão!
terça-feira, 1 de abril de 2014
Azia no Luso lait…
Novamente do
avesso
No reino da
fantasia
Ai jesus o
que padeço
Atolada na
azia
É assim
sempre que entro
Bota acima e bota abaixo
Há quem ande
cabisbaixo
Nos corredores
do convento
E então em
dias de vento
É um ai que
lhe acuda
O melhor é
ficar muda
Ou de morta
me fazer
Então não
querem lá ver
Novamente do
avesso
Ele são
erros e erros
Numa escrita
desalinhada
Ó ( Supremo)
quando trava?
Já estou pelos
cabelos
Nos poemas
era vê-los
A nadar em aselhice
Mas que coisa,
que chatice
Com o que
está a acontecer
Há poetas a
ferver
No reino da
fantasia
Eu também,
não sou de modas
Muito menos de compadrio
Anda tudo em
redopio
Com a coisa
das estatísticas
Até as
quadras são tisicas
Outras de
cara deslavada
Há ainda a
tresloucada
Que no sexo
é rainha
De mente escura
e fuinha
Ai jesus o
que padeço
Com a menina
alvoraçada
E os piropos
empedernidos
Ele são
erros e gemidos
Que tristeza
desvairada
Pela gula
afiambrada
No elogio mentiroso
Só me Lembra
o cão ao osso
O que agora
aqui se passa
Reina a escrita sem graça
Atolada na
azia.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Plagiar
Agora vou
plagiar
Os poetas que
sangraram
Poemas de
amor a rimar
E a todos
encantaram
`` Amor é
fogo que arde sem se ver
É ferida que
doi e não se sente``
Plagiei
Camões alegremente
Resta
esperar que venham ler
``Num banco
de jardim uma velhinha
Está tão só
com a sombrinha``
Que teria o
Ary a dizer
Sobre a
minha atitude fuinha
`` horas
profundas lentas e caladas
Feitas de
beijos rubros e ardentes``
Diz-me
Florbela musa engalanada
Que pensas
do meu ego incontinente
Poderia
ficar eternamente
Dando
exemplo do copianço
Lamento sinceramente
Que num país
de poetas
Outros
tantos sem vergonha
Lambuzem de
merda luzente
Os olhos da
gente que sonha
Aplaudindo
de olhar manso.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Na casa do trinta e um
Na casa do
trinta e um anda tudo alterado
Emigra ou
não emigra, tem valor ou é falsete
Anda tudo revirado,
tudo anda ao encontrão
Tudo nega ao
olhar que esta vida é um ginete
Hoje estás
tu no barco, logo mais estarei eu
Na casa do
trinta e um, mas que grande confusão.
Enquanto os burros zurram…
A caravana
adiante trouxe o Relvas à arena
E agora
quero ver onde o circo vai parar
Um dia ao
acordarmos vai o Tejo a emigrar
Os olhares
envinagrados pela inveja ou maledicência
Deviam estar
alinhados em combater ignorância
Só assim teremos
força p`ra enxotar esta corja
Que nos
colocou de tanga, porque emigra ou não emigra
Devia ser
por vontade, não p`la força da pobreza
Para que os nossos
governantes nos tirem a tripa do cu
De nós façam
chouriços na casa do trinta um.
A caravana
se perde em tamanho alvoroço
Os (Relvas)
estão de olho. Nas calças o bolso cheio.
É salgado ou
mais insosso, é doce ou amargo
Na casa dos
trinta e um por dá cá aquela palha
Afunda-se a
memória em masmorra com fornalha.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Beijinho
Dá-me um
beijinho
Beijinho repenicado
Dá-me um
beijinho
Ou caso está
mal parado
Ora já se
está a ver
Chegou-me o
pelo à venta
Beijar por
bem parecer
É coisa que não
se aguenta
Mas, nos
entretantos
Dá-me um
beijinho garina
Ai jesus os
solavancos
Subiram por
mim acima
Nem queiram
saber
Os azeites
entupiram
Do dizer ao
fazer
Os mosquitos zumbiram
Dá-me um
beijinho pariga
Então não
querem lá ver
Ai que vai
haver briga
Não há nada
a fazer
E ainda… dá
um beijinho mulher
Agora é que
foi, ouve lá ó couve roxa
Por acaso
está a parecer
Que tenho
cara trouxa
O meu verso nasceu
assim
Ao lembrar
nem sei o quê
Anoiteceu e
dou por mim
A questionar
o porquê
De beijar ao
deus dará
Ora aqui ora
acolá
Que vida é
que isso trás
Se sabe
diga-me lá.
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